Track Record

Previsões publicadas

Cada peça do Veredicto crava uma previsão falsificável: um cenário com gatilho mensurável e prazo. Aqui está o histórico aberto. Não publicamos só o que acertamos.

35
Previsões publicadas
33
Em curso
0
Avaliadas
Acerto entre avaliadas

Como avaliamos: uma previsão entra como Pendente quando publicada e migra para Cumprida, Não cumprida ou Vencida conforme o gatilho expira ou se materializa. A avaliação é assinada e datada na nota de rodapé da previsão. Não removemos nem editamos previsões erradas.

Direito & Mercado14 de mai. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
Banco Master: o caso testa quatro mecanismos institucionais ao mesmo tempo, não a saúde de um banco

Até o quarto trimestre de 2026, o Banco Central publica orientação infralegal endurecendo requisitos de captação concentrada via CDB-DI distribuído por corretoras, e o spread de risco entre bancos médios e grandes na captação institucional abre 80 a 120 pontos-base, replicando o padrão Cruzeiro do Sul de 2012.

Prazo: 4T 2026
Direito & Mercado04 de mai. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
Mercados preditivos no Brasil: a regulação que não chega custa mais do que a regulação que incomoda

Se a SPA/MF não publicar normativo distinguindo mercados preditivos de apostas esportivas até o terceiro trimestre de 2026, o fluxo de capital brasileiro nessas plataformas permanecerá integralmente fora do perímetro regulatório doméstico, consolidando uma assimetria que se torna irreversível com a eleição de 2026.

Prazo: 3T 2026
Direito & Mercado01 de mai. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
Fundos de pensão não investiram no Master. A pergunta certa é: por que o direito brasileiro permite que ninguém os obrigue a explicar por quê.

Até o terceiro trimestre de 2026, a Previc publicará ao menos uma orientação normativa sobre transparência em processos de seleção e rejeição de ativos de crédito privado, pressionada pelo precedente Master e pela proximidade da regulamentação da reforma tributária sobre fundos fechados.

Prazo: 3T 2026
Direito & Mercado30 de abr. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
O Copom cortou a Selic com petróleo a US$ 109. O erro está no comunicado, não na taxa.

Se o WTI se mantiver acima de US$ 100 até a reunião de junho e o IPCA-15 de maio superar 0,60%, o Copom interrompe o ciclo de cortes e a NTN-B 2035 abre 30-50 bps em 10 sessões úteis, revertendo o ganho de marcação a mercado do primeiro semestre.

Prazo: 2026-06-18Avaliação: Update parcial em 14/05: WTI recuou para US$ 101,27 (de US$ 108,92 na publicação), IPCA-15 de maio sai em ~22/mai. Cenário de pausa do Copom em junho ainda factível, mas perdendo força com a queda do petróleo. Avaliação final na semana de 18/jun (reunião do Copom).
Direito Regulatorio30 de abr. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Criptoativos no Brasil: a Lei 14.478 completa três anos e o enforcement continua no papel

Se o Banco Central não publicar a regulamentação infralegal definitiva até o terceiro trimestre de 2026, o mercado brasileiro de criptoativos consolidará uma estrutura dual: operações tributadas e rastreáveis em exchanges licenciadas respondendo por menos da metade do volume real, e o restante fluindo por canais sem supervisão prudencial.

Prazo: 3T 2026
Direito & Mercado24 de abr. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
A Regulação CVM sobre Family Offices Endereça o Veículo Certo no Perímetro Errado: O Caso Van Dyke como Prova Empírica

A primeira tentativa brasileira de enquadrar prediction markets virá por subsunção à Lei 14.790/2023 (apostas de quota fixa) entre o segundo semestre de 2026 e o primeiro de 2027; a CVM responderá com consulta pública até o segundo semestre de 2027, em modelo híbrido próximo ao do Monetary Authority of Singapore; a primeira plataforma doméstica operando via sandbox regulatório aparece em 2029.

Prazo: 2H 2027
Direito & Mercado22 de abr. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
A Aneel aplicou a fórmula sem amortecedor político: o risco que não aparece no resultado trimestral das distribuidoras

Se o IPCA acumulado em 12 meses ultrapassar 4,5% até setembro de 2026 e o Brent se mantiver acima de US$ 95, o Executivo edita medida provisória de contenção tarifária antes do primeiro turno de outubro, comprimindo margens das distribuidoras mais expostas à Parcela A em 8-15% frente ao cenário-base.

Prazo: setembro/2026
Macroeconomia21 de abr. de 2026Helena Marchetti
Vencida
Selic a 14,75% esmaga a demanda doméstica, mas não alcança o petróleo a US$ 89: o IPCA vai romper o teto antes de junho

Se o IPCA de abril superar 0,7% com WTI acima de US$ 85, o acumulado em doze meses rompe o teto de 4,5% antes de junho, aciona carta aberta do presidente do BC (Resolução CMN 4.977/2024) e elimina qualquer corte de Selic até o primeiro trimestre de 2027. Se o IPCA de abril vier abaixo de 0,5% com petróleo recuando para US$ 75-80 (reabertura de Ormuz), o Copom de junho ganha espaço para sinalizar fim do ciclo de alta e a curva prefixada intermediária (DI jan/28, jan/29) fecha entre 30 e 50 pontos-base.

Prazo: abr/2026Avaliação: IPCA de abril veio em 0,67% (BCB SGS 433). Os dois cenários condicionais miravam extremos (acima de 0,7% ou abaixo de 0,5%); nenhum disparou. O índice caiu no meio da forquilha — diagnóstico geral acertou (IPCA contido sem choque de oferta), mas a peça calibrou os gatilhos para extremos que não se materializaram. Aprendizado: condicionais com janela 0,5-0,7% deixam metade do espaço amostral fora do teste.
Direito & Mercado15 de abr. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Pendente
Family offices brasileiros operam R$ 60 bilhões sem registro na CVM, e o regulador já precificou o custo de continuar ignorando

Consulta pública ou edital de audiência restrita sobre registro e reporte de estruturas de gestão patrimonial privada sai até dezembro de 2026; se a CVM atrasar, a Receita Federal antecipa o cerco via obrigações acessórias da reforma tributária (Lei Complementar 214/2025) aplicáveis a holdings patrimoniais a partir de janeiro de 2027.

Prazo: dezembro/2026
Radar Global15 de abr. de 2026Claire Kovalenko
Pendente
Prediction markets caminham para US$ 1 trilhão nos EUA e o Brasil não tem sequer o instrumento jurídico para participar

Se a CVM não abrir consulta pública ou edital de Sandbox Regulatório para contratos de evento até o segundo semestre de 2027, a primeira plataforma relevante para brasileiros será estrangeira, operando fora do perímetro da Resolução CVM 175, e a tributação será resolvida post factum pela Receita Federal com enquadramento desfavorável ao contribuinte.

Prazo: 2H 2027
Direito & Mercado13 de abr. de 2026Thiago Sus Sobral de Almeida
Vencida
Risco de contraparte cambial: a cláusula que dorme no contrato e acorda quando o dólar cai 3% em cinco pregões

Se o real se mantiver abaixo de R$ 5,05 nas próximas quatro a seis semanas e o Copom sinalizar manutenção da Selic em 14,75% na reunião de maio, ao menos uma corretora regional de câmbio ou DTVM de médio porte enfrentará desenquadramento de capital regulatório, gerando litígio contratual com clientes alavancados.

Prazo: mai/2026Avaliação: Premissa factual da previsão era 'Copom sinalizar manutenção da Selic em 14,75% na reunião de maio'. O Copom cortou para 14,50% em 30/abr — antes de maio — invalidando o pressuposto. Câmbio (R$ 5,01) ficou no range previsto, mas o gatilho de Selic não disparou. Previsão expira sem teste possível: o cenário condicional pressuposto deixou de existir.
Direito Regulatório08 de abr. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Insider Trading Brasileiro Não É Impune por Acaso: O Custo de Provar É Maior que o Custo de Praticar

Se a CVM não celebrar ao menos cinco termos de compromisso com cláusula de confissão de uso de informação privilegiada até dezembro de 2026, a taxa de condenação penal por insider trading seguirá estatisticamente irrelevante nos próximos três anos, independentemente da modernização dos sistemas de monitoramento da B3.

Prazo: dezembro/2026
Investimentos06 de abr. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Candlesticks no Day Trade Brasileiro: Padrões Funcionam, Mas Só Quando o Operador Sabe o Que Está Filtrando

Com a volatilidade implícita do mini-índice (WIN) rodando acima de 18% anualizada no primeiro trimestre de 2026 e o volume médio diário de minicontratos superando 4 milhões de contratos, a frequência de sinais falsos em padrões isolados tende a se acentuar no segundo trimestre, especialmente nos dias de vencimento e rolagem (abril e junho).

Direito Regulatório05 de abr. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Novo piso de R$ 5 mil da Receita transforma criptoativos em ativo de conformidade obrigatória para o varejo

Até o segundo semestre de 2026, o volume negociado em exchanges estrangeiras por CPFs brasileiros recua entre 15% e 25%, redistribuído entre plataformas domésticas registradas no Banco Central e carteiras de autocustódia (onde a Receita Federal enfrenta limites práticos de rastreamento), configurando migração parcial para fora do perímetro declaratório.

Prazo: 2H 2026
Direito & Mercado03 de abr. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Tributação de investimentos em 2026: o investidor que não recalcula a rota paga duas vezes

Até dezembro de 2026, a Receita Federal cruza automaticamente os relatórios consolidados das corretoras com as declarações de IRPF, gerando malha fina para contribuintes que omitirem operações de day trade ou ganhos com criptoativos no exterior; o volume de notificações nessa categoria deve ao menos dobrar em relação a 2025.

Prazo: dezembro/2026
Direito Regulatório01 de abr. de 2026Arthur Severiano
Pendente
O contrato de intermediação protege mais do que a corretora revela: mecânica de ressarcimento e limites operacionais que o investidor subutiliza

Com o crescimento de 18% na base de CPFs cadastrados na B3 entre março de 2025 e março de 2026 (de aproximadamente 5,5 milhões para 6,5 milhões de investidores ativos), o volume de reclamações junto à BSM Supervisão de Mercados tende a crescer acima de 20% nos próximos doze meses, pressionando revisão do teto do MRP, hoje fixado em R$ 120 mil por ocorrência, para patamar superior até o primeiro semestre de 2027.

Prazo: 1H 2027
Direito & Mercado28 de mar. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Gestores de fundos respondem como fiduciários: o arcabouço da Resolução CVM 175 eleva o custo do descuido

Até o segundo semestre de 2026, a CVM deve julgar os primeiros Processos Administrativos Sancionadores (PAS) instruídos integralmente sob a 175, criando precedentes que definirão o alcance real do dever de diligência requalificado; se a autarquia condenar com multa superior a R$ 1 milhão em ao menos dois casos, gestores de médio porte revisarão políticas de risco antes do fim do ano.

Prazo: 2H 2026
Investimentos25 de mar. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Gestão de Risco Não É Virtude: É a Única Variável Que Separa Conta Viva de Conta Liquidada

Com a volatilidade implícita do Ibovespa (medida pelo IVol-BR) oscilando entre 18% e 24% no primeiro semestre de 2026, operadores de minicontratos que não recalibram tamanho de posição para esse regime terão drawdown médio superior a 30% até julho, ponto a partir do qual a recuperação exige retorno de 43% — praticamente uma sentença de liquidação operacional.

Direito & Mercado18 de mar. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Contratos de adesão em plataformas de trading blindam a corretora e desarmam o investidor — e a jurisprudência ainda não fechou a conta

Até o segundo semestre de 2026, ao menos um caso relevante envolvendo cláusula de limitação de responsabilidade por indisponibilidade de plataforma durante volatilidade extrema chegará ao STJ pela via do recurso especial, forçando o tribunal a consolidar se o art. 51, I, do CDC prevalece integralmente sobre a autonomia contratual nesses instrumentos.

Prazo: 2H 2026
Investimentos17 de mar. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Tape Reading no Mini-Índice: Leitura de Fluxo É Vantagem Informacional Real ou Ilusão de Controle em Mercado Algorítmico?

Até o segundo semestre de 2026, a participação de HFTs no fluxo do WIN deve superar 55% do volume intradiário de agressões, comprimindo a janela útil de leitura manual para os primeiros 15 minutos após a abertura e os últimos 20 minutos antes do ajuste, quando fluxo institucional genuíno ainda predomina sobre market-making algorítmico.

Prazo: 2H 2026
Direito Regulatório15 de mar. de 2026Arthur Severiano
Pendente
Open Finance no Brasil expõe o investidor a um paradoxo: mais portabilidade de dados, menos controle real sobre o perímetro de uso

Até o segundo semestre de 2026, o Banco Central deverá publicar a revisão da fase 4 do Open Finance com escopo expandido para seguros e câmbio; se a ANPD não emitir, até esse prazo, guia setorial específico para tratamento secundário de dados compartilhados via APIs abertas, o ecossistema operará com sobreposição normativa que encarece conformidade para fintechs menores e reduz, na prática, a concorrência que o sistema pretende estimular.

Prazo: 2H 2026
Investimentos02 de mar. de 2026Arthur Severiano
Pendente
IPCA+ acima de 6% real é o melhor prêmio de risco soberano desde 2016: como alocar antes que o ciclo de corte comprima as taxas

Se o IPCA acumulado em 12 meses recuar para a faixa de 4,0%-4,5% até o terceiro trimestre de 2026 e o Copom iniciar cortes de 50 pontos-base a partir de setembro, a NTN-B 2035 deve comprimir entre 80 e 120 basis points de taxa real até março de 2027, gerando valorização de 12% a 18% no preço do título (duration aproximada de 8,5 anos).

Prazo: março/2027