O momento da renda fixa
Com a Selic em patamar elevado, a renda fixa brasileira oferece retornos reais atrativos, algo raro em economias desenvolvidas. Para o investidor que sabe onde olhar, este é um dos melhores momentos para alocação em renda fixa.
Tesouro Direto
Tesouro Selic (LFT)
Ideal para reserva de emergência. Rende próximo da Selic, tem liquidez diária e risco soberano (o mais baixo do país).
Tesouro IPCA+ (NTN-B)
O grande destaque de 2026. Com taxas reais acima de 6% ao ano em vencimentos longos, oferece proteção contra inflação com retorno real garantido se levado ao vencimento.
Tesouro Prefixado (LTN)
Para quem acredita que os juros cairão. Se a Selic recuar, títulos prefixados comprados hoje se valorizam. Mas atenção: se os juros subirem, há marcação a mercado negativa.
Crédito privado
CDBs
Bancos médios oferecem CDBs a 120-130% do CDI. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre até R$ 250.000 por CPF por instituição.
LCI e LCA
Isentas de IR para pessoa física. Uma LCI a 95% do CDI equivale a um CDB de ~113% do CDI líquido de IR (considerando alíquota de 15%).
Debêntures incentivadas
Isentas de IR e com taxas atrativas. Exigem análise de crédito do emissor, pois nem toda debênture é segura.
Estratégia sugerida
Para 2026, uma alocação equilibrada poderia incluir:
- 40% Tesouro IPCA+ (vencimentos 2030-2035)
- 30% CDBs/LCIs de bancos médios (liquidez 1-2 anos)
- 20% Tesouro Selic (reserva de emergência)
- 10% Debêntures incentivadas (selecionadas)
Renda fixa não é sinônimo de retorno fixo. Estude, compare e diversifique.